O Programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado pelo Governo Federal em maio deste ano, provocou um prejuízo estimado de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas nos primeiros 30 dias de atuação.
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a iniciativa reuniu forças federais, estaduais e municipais em operações realizadas em todas as unidades da Federação.
De acordo com o balanço divulgado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o programa resultou na prisão de 7.961 pessoas, além da apreensão de 82,5 toneladas de drogas e da realização de 11 operações estratégicas em todo o país.
Operações atingem estrutura financeira das facções
Entre os principais resultados registrados estão a apreensão de 312 armas de fogo, 44 armas artesanais, mais de 20 mil munições e 2,5 quilos de explosivos.
As ações também resultaram na apreensão de R$ 523,3 milhões em bens, bloqueio de R$ 22,2 milhões em ativos financeiros, aplicação de R$ 10,4 milhões em multas e recuperação de R$ 6,5 milhões em impostos.
Segundo o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a estratégia busca enfraquecer as organizações criminosas atingindo sua estrutura financeira e logística.
“Estamos atacando as organizações criminosas onde mais dói: na sua capacidade financeira, logística e operacional”, afirmou.
Força Nacional amplia atuação na Amazônia
Um dos destaques do programa foi a atuação da Força Nacional de Segurança Pública, que mantém 81 frentes operacionais em 13 estados e no Distrito Federal.
As ações têm foco na proteção de terras indígenas, combate ao garimpo ilegal, enfrentamento aos crimes ambientais, repressão ao tráfico de drogas e apoio às polícias estaduais.
Entre maio e junho, a Força Nacional realizou mais de 34 mil abordagens a pessoas e 20 mil abordagens a veículos, além da apreensão de 1,6 tonelada de drogas.
A Amazônia Legal recebeu reforço especial com a implantação da Companhia de Operações Ambientais da Força Nacional no Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI-Amazônia), em Manaus.
Investimento em perícia e capacitação
Além das operações de campo, o programa também investiu na qualificação de profissionais da segurança pública.
Nos últimos 30 dias, foram promovidos cursos de comparação balística, papiloscopia e cadeia de custódia, capacitando 474 profissionais em diferentes regiões do país.
O objetivo é ampliar a capacidade investigativa e fortalecer a produção de provas em processos criminais.
Ações voltadas à proteção das mulheres
O programa também intensificou as ações de combate à violência contra a mulher por meio da segunda fase da Operação Mulher Segura.
No primeiro mês de execução, foram registradas 377 prisões relacionadas a crimes de violência contra a mulher e realizadas 215 ações educativas em todo o país.
As atividades de prevenção e conscientização já alcançaram mais de 9 mil pessoas, reforçando a rede de proteção às vítimas e os mecanismos de denúncia.
Segundo a Senasp, a integração entre as forças de segurança busca ampliar a proteção das mulheres e combater diferentes formas de violência presentes em territórios vulneráveis.


