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Economia

Empresas brasileiras sofrem impacto antes mesmo do tarifaço de Trump entrar em vigor

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Do pescado ao ferro-gusa, setores relatam suspensão de contratos e embarques; entidades pressionam governo por solução antes da taxa de 50% começar em 1º de agosto

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Com a entrada em vigor da tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para a próxima sexta-feira (1º), empresas brasileiras dos mais diversos setores já sentem os impactos da medida. Da indústria ao agronegócio, exportadores relatam cancelamentos de contratos e embarques suspensos antes mesmo da taxação começar oficialmente.

Um dos primeiros segmentos a registrar perdas foi o de pescados. Segundo Eduardo Lobo, presidente da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), todas as exportações para os EUA foram suspensas e pedidos existentes, cancelados.

“Com essa taxa, ninguém vai exportar. A cadeia produtiva simplesmente vai travar.”

Afirmou à CNN.

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A indústria madeireira enfrenta dificuldades semelhantes. Paulo Roberto Pupo, superintendente da Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente), revelou que diversos contratos já foram cancelados e muitos embarques estão sendo postergados à espera de uma definição sobre a tarifa. “Empresas estão cortando turnos, reduzindo produção e até concedendo férias coletivas”, disse.

No setor siderúrgico, importadores norte-americanos de ferro-gusa, insumo básico para produção de aço, também anunciaram a suspensão de contratos com fornecedores brasileiros, segundo Fernando Varela, presidente do Sindifer (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material Elétrico do Espírito Santo). Para ele, o clima é de insegurança.

“O prazo está se esgotando e ainda não houve uma sinalização clara de negociação por parte do governo.”

Já no segmento de suco de laranja, embora não haja cancelamentos de contratos ou embarques até o momento, a comercialização de novos pedidos está paralisada. Representantes do setor explicam que a incerteza em torno da medida tem freado as negociações.

Por outro lado, setores como o de café e carne bovina ainda não registraram impacto direto. Segundo representantes, os embarques seguem normalmente e não houve cancelamentos até agora.

Diante do cenário, entidades do setor produtivo vêm cobrando do governo federal uma postura mais pragmática nas negociações com os EUA e, principalmente, a tentativa de prorrogar o início da vigência da tarifa. Apesar disso, autoridades ligadas à Casa Branca reforçaram nos últimos dias que a nova taxação entrará em vigor, sem exceções, no dia 1º de agosto.

Com informações da CNN*

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