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Economia

Trump ameaça impor tarifa de 35% ao Canadá após anúncio de reconhecimento do Estado da Palestina

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Decisão do primeiro-ministro canadense, Mark Carney, irrita ex-presidente dos EUA, que ameaça retaliar com barreiras comerciais

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta quinta-feira (1º) impor uma tarifa de 35% sobre produtos canadenses, após o anúncio do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, de que o país pretende reconhecer oficialmente o Estado da Palestina durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.

A medida canadense se alinha a uma crescente mobilização de países ocidentais favoráveis à solução de dois Estados no conflito entre Israel e Palestina. A iniciativa já conta com o apoio de países como França, Reino Unido, Noruega, Irlanda e Espanha, além de outros 147 membros da ONU que já reconhecem o Estado Palestino, incluindo o Brasil.

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A retaliação anunciada por Trump ocorre em meio a negociações comerciais em andamento entre EUA e Canadá. “O Canadá será incluído no tarifaço a partir de 1º de agosto”, afirmou o ex-presidente, ameaçando taxar fortemente os produtos canadenses como resposta à decisão diplomática do país vizinho.

Impacto comercial

O Canadá é um dos maiores parceiros comerciais dos EUA o segundo maior, atrás apenas do México. Em 2024, exportou cerca de US$ 412,7 bilhões em produtos para os Estados Unidos e importou US$ 349,4 bilhões. Também é o principal fornecedor de aço e alumínio para o mercado americano.

Atualmente, produtos canadenses já enfrentam tarifas em setores como metais e veículos. Com a nova ameaça tarifária, especialistas temem repercussões econômicas bilaterais e um possível abalo na relação comercial entre os dois países.

Avanço diplomático pela Palestina

O anúncio do Canadá ocorre em um momento de forte mobilização internacional pelo reconhecimento da Palestina como Estado soberano. O primeiro-ministro Carney justificou a decisão citando a crise humanitária em Gaza, onde mais de 60 mil pessoas já morreram desde o início da campanha militar israelense em outubro de 2023, segundo dados do Ministério da Saúde controlado pelo Hamas.

“O nível de sofrimento humano em Gaza é intolerável. O Canadá pretende reconhecer o Estado da Palestina durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, em setembro”, declarou Carney.

A decisão do Canadá foi divulgada poucos dias após a França confirmar medida semelhante, e logo depois de o Reino Unido afirmar que também reconhecerá a Palestina, caso Israel não avance em medidas concretas rumo a um cessar-fogo e à retomada de negociações de paz.

Outros países como Nova Zelândia e Austrália também sinalizaram que poderão seguir o mesmo caminho nos próximos meses.

Solução de dois Estados ganha força

O movimento internacional de reconhecimento ocorre em paralelo à conclusão de uma conferência da ONU voltada ao reforço da solução de dois Estados, um modelo que prevê a convivência pacífica entre Israel e Palestina dentro de fronteiras seguras e mutuamente reconhecidas.

“Reiteramos nosso compromisso inabalável com a visão de dois Estados democráticos vivendo lado a lado em paz”, declarou o grupo de países signatários do novo posicionamento diplomático.

Com o avanço dessas declarações, cresce o isolamento diplomático de Israel e a pressão sobre seu governo para interromper a ofensiva em Gaza e retomar as negociações por uma paz duradoura no Oriente Médio.

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