Média diária passa de 15 para 34 procedimentos após mudança na gestão
O Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto alcançou um novo marco no número de cirurgias realizadas. Entre abril e junho de 2025, foram contabilizados 3.098 procedimentos, representando um crescimento de 11,5% em relação ao primeiro trimestre, que teve 2.778 cirurgias.
O resultado acompanha a melhoria na eficiência da unidade desde que passou a ser administrada por uma Organização Social de Saúde (OSS). O HPS faz parte do Complexo Hospitalar Sul (CHS), junto com o Instituto da Mulher Dona Lindu, ambos sob gestão da Associação de Gestão, Inovação e Resultados em Saúde (Agir) desde dezembro de 2024.
Para a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, os números refletem o avanço na qualidade do atendimento.
“A combinação entre segurança do paciente e aumento da produção é fruto de uma gestão eficiente. O objetivo é oferecer um serviço cada vez mais ágil e resolutivo à população”
Especialidades em destaque
A média diária de cirurgias subiu de 15 para 34. Entre os procedimentos que mais cresceram estão:
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Cirurgia plástica: +66,7%
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Urologia: +20,2%
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Torácica: +18%
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Ortopedia: +7,8%
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Vascular: +7,3%
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Cirurgias gerais: +3,2%
A cirurgia plástica teve o maior aumento percentual, principalmente graças ao Centro de Tratamento de Queimados (CTQ). Já a ortopedia segue como especialidade com maior volume de operações: 969 no primeiro trimestre e 1.045 no segundo, incluindo cirurgias com técnicas e materiais novos para a unidade.
O diretor técnico do CHS, Roberto Zonta, ressalta que o crescimento não se limita à quantidade.
“Estamos realizando procedimentos mais complexos, inclusive aqueles fora do escopo de referência do hospital, graças a uma equipe médica altamente capacitada”,
Pacientes destacam agilidade no atendimento
O mototaxista Ediney Pereira Vieira, vítima de um acidente em Itacoatiara, foi transferido para o HPS e operado no mesmo dia.
“Cheguei de urgência e fui atendido rapidamente. A cirurgia foi feita no mesmo dia e já vou receber alta. Tudo rápido, graças a Deus”
A irmã dele, Leila Maria, comparou o atendimento atual com a realidade anterior.
“Antes, era comum esperar meses por uma cirurgia. Hoje, vimos como o hospital evoluiu. Estamos impressionados com a rapidez e qualidade do serviço”


