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Polícia

Megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão deixa 62 mortos e 81 presos no Rio

Ação policial é considerada uma das maiores já realizadas no estado; dois agentes morreram e outros oito ficaram feridos
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Uma megaoperação conjunta das forças de segurança do Rio de Janeiro nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital, deixou 62 mortos, entre eles dois policiais civis, e resultou na prisão de 81 suspeitos até a tarde desta terça-feira (28). O balanço foi divulgado pela Secretaria de Segurança Pública.

Durante a ação, oito agentes ficaram feridos e quatro pessoas foram atingidas por balas perdidas. A operação, que começou nas primeiras horas do dia, também apreendeu 72 fuzis e uma grande quantidade de drogas.

Entre as vítimas está o policial civil Marcos Vinícius de Carvalho, conhecido como “Máskara”, lotado na 53ª Delegacia de Polícia (Mesquita). Ele foi atingido no pescoço, chegou a ser socorrido ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiu. Outros policiais feridos também foram levados para o mesmo hospital, e alguns seguem em observação.

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Os agentes baleados incluem um delegado assistente da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), quatro policiais civis e três policiais militares, dois do Bope e um do Batalhão de Ações com Cães (BAC). O PM do Bope foi encaminhado ao Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, e não corre risco de vida.

Vítimas de bala perdida

Entre os feridos por bala perdida estão Kelman Magalhães Barros, atingida dentro de uma academia, e um mototaxista alvejado ao chegar para trabalhar. Ambos já receberam alta médica. Um homem em situação de rua e outro que estava em um ferro-velho também foram atingidos e seguem internados.

Operação sem apoio federal

Em coletiva de imprensa, o governador Cláudio Castro afirmou que há indícios de que chefes de facções criminosas estejam escondidos nas comunidades. Segundo ele, a ação é “maior que a de 2010” e ocorre sem apoio das forças federais.

“O Rio está sozinho nessa operação. Esse poder bélico não é produzido aqui, ele entra pelas fronteiras e é financiado por lavagem de dinheiro”

Declarou Castro.

Identificação de presos

Entre os 81 detidos, dois foram identificados como Nikolas Fernandes Soares, apontado como operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o “Doca” ou “Urso”, e Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como “Belão”, considerado um dos principais traficantes da região.

Impactos na cidade

A operação provocou reflexos em vários serviços públicos.

  • Educação: 29 escolas no Complexo do Alemão e 17 na Penha suspenderam as aulas.

  • Saúde: cinco unidades de Atenção Primária interromperam o atendimento. Apenas uma clínica da família manteve o funcionamento interno, mas sem atividades externas.

  • Transporte: diversas linhas de ônibus tiveram os trajetos desviados, incluindo as linhas 721, 312, 313, 621, 623, 625, 628 e 679, na Penha, e 292, 711, 908 e SV908, no Alemão.
    Duas linhas do corredor Transcarioca também foram interrompidas: 42 (Manaceia x Galeão) e 46 (Penha x Alvorada).

De acordo com o Centro de Operações Rio (COR-Rio), várias vias próximas aos complexos estão com interdições temporárias, e motoristas devem evitar a região.

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