O Amazonas movimentou US$ 17 bilhões na corrente de comércio internacional em 2025, consolidando o papel estratégico do Polo Industrial de Manaus (PIM) na economia regional e nacional. O volume é resultado de US$ 939,8 milhões em exportações e US$ 16,06 bilhões em importações, segundo dados da Balança Comercial do Amazonas, divulgados nesta quarta-feira (14).
A corrente de comércio, indicador que soma exportações e importações em determinado período, evidencia a intensa integração do estado às cadeias globais de produção. No caso do Amazonas, o desempenho está diretamente ligado à entrada de insumos industriais e à saída de produtos manufaturados.
Importações sustentam a produção industrial
Ao longo de 2025, as importações foram compostas majoritariamente por bens intermediários e matérias-primas, utilizados pelas fábricas do Polo Industrial. Esses insumos são essenciais para manter o ritmo produtivo e garantir o abastecimento dos mercados interno e externo.
Desde 2018, o estado mantém patamares elevados de importação, sempre acima de US$ 9,9 bilhões ao ano. A partir de 2021, os valores ultrapassaram US$ 13 bilhões, atingindo o recorde histórico em 2024, com US$ 16,14 bilhões. Em 2025, o volume chegou a US$ 16,06 bilhões, mantendo o nível elevado.
Exportações seguem trajetória de crescimento
As exportações do Amazonas apresentaram evolução consistente nos últimos anos. Entre 2018 e 2021, os valores passaram de US$ 678,9 milhões para US$ 867,9 milhões, apesar da retração registrada em 2020.
A partir de 2022, o estado superou de forma contínua a marca de US$ 900 milhões em vendas externas. Foram US$ 903,8 milhões em 2022, US$ 922,6 milhões em 2023 e o recorde de US$ 970,4 milhões em 2024. Em 2025, o acumulado até dezembro somou US$ 936,8 milhões, próximo do maior valor já registrado.
Desempenho de dezembro e destinos comerciais
Somente em dezembro de 2025, a corrente de comércio do Amazonas alcançou US$ 1,23 bilhão, sendo US$ 95,9 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações.
Entre os principais destinos das exportações, destacaram-se:
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Alemanha, com US$ 36,9 milhões em ouro semimanufaturado, representando 96% das vendas ao país;
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China, com US$ 8,5 milhões em ferronióbio, equivalente a 80% das exportações para o mercado chinês.
Nas importações, os maiores volumes vieram de:
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China, principal origem, com US$ 73,5 milhões em suportes gravados para reprodução de dados;
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Estados Unidos, com US$ 28,4 milhões em óleos de petróleo e derivados.
Destaque para municípios do interior
Entre os municípios exportadores, Presidente Figueiredo liderou com US$ 8,5 milhões em ferro-ligas destinadas à China. Já Itacoatiara registrou US$ 492 mil em exportações de madeira serrada para os Estados Unidos.
Os números reforçam a importância do Polo Industrial de Manaus como motor da economia amazonense, além de evidenciar o papel do comércio exterior na geração de emprego, renda e dinamização produtiva em diferentes regiões do estado.


