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Polícia

Jovem acusa ministro do STJ de assédio sexual

Depoimento relata apalpação e pressão física; vítima sofre pesadelos e recebe acompanhamento psicológico. Marco Aurélio Buzzi nega o episódio e STJ abre sindicância
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O ministro Marco Aurélio Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi acusado por uma jovem de 18 anos de assédio sexual durante viagem em Balneário Camboriú (SC).

Segundo depoimento à Polícia Civil de São Paulo, a jovem relatou que estava acompanhada dos pais e da família do magistrado quando o episódio ocorreu, em 9 de janeiro, na Praia do Estaleiro.

O relato da vítima

De acordo com a jovem, Buzzi a convidou para entrar no mar e sugeriu que fossem até uma parte mais afastada da praia. No local, o ministro teria dito que estava com frio e, em seguida, puxou a jovem pelo braço, virou-a de costas e pressionou seu corpo contra o dele.

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“Marco a puxou pelo braço e a virou de costas para si e pressionou o quadril e nádegas da declarante contra o seu pênis e afirmou que a achava ‘muito bonita’”, descreve o documento policial.

A jovem afirmou que tentou se desvencilhar, mas o ministro a puxou novamente e apalpou suas nádegas. Após o episódio, o magistrado teria dito: “Você é muito sincera, deveria ser menos. Isso pode te prejudicar.”

Consequências emocionais

A vítima relatou que via em Buzzi uma figura semelhante a um “avô”. Desde então, sofre com pesadelos constantes e está em acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Após contar o ocorrido aos pais, a família decidiu retornar imediatamente para São Paulo.

Defesa do ministro

O ministro nega as acusações. Em nota, sua equipe afirmou que “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido” e pediu respeito ao devido processo legal.

Pouco depois da denúncia vir a público, Buzzi apresentou atestado médico, alegando dores no peito, e foi internado em hospital de Brasília. Ele solicitou licença para se afastar do trabalho no STJ.

Reação institucional

Na quarta-feira (4), o plenário do STJ se reuniu em sessão extraordinária e decidiu, por unanimidade, instaurar sindicância para apurar as acusações. Foram sorteados como membros da comissão os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira.

A defesa da jovem declarou em nota que aguarda rigor nas apurações e o desfecho perante os órgãos competentes.

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