O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, registrou alta de 0,70% em fevereiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 3,81%, ficando abaixo dos 4,44% registrados no período imediatamente anterior. Mesmo assim, o índice mensal veio acima da expectativa do mercado, que projetava um avanço em torno de 0,6% no mês.
De acordo com o IBGE, os grupos Educação e Transportes foram os principais responsáveis pela pressão inflacionária, concentrando cerca de 66% do resultado do IPCA em fevereiro.
Educação lidera aumento de preços
O grupo Educação registrou a maior variação do mês, com alta de 5,21%, respondendo sozinho por 0,31 ponto percentual do índice geral, o equivalente a cerca de 44% da inflação do período.
O aumento está diretamente ligado aos reajustes tradicionais das mensalidades escolares no início do ano letivo.
Entre os principais aumentos estão:
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Ensino médio: alta de 8,19%
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Ensino fundamental: aumento de 8,11%
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Pré-escola: avanço de 7,48%
Segundo o levantamento, os cursos regulares tiveram elevação média de 6,20%, sendo o principal fator por trás da alta do grupo.
Transportes tiveram o segundo maior impacto
O grupo Transportes subiu 0,74% em fevereiro e teve o segundo maior impacto no índice, contribuindo com 0,15 ponto percentual para a inflação do mês.
Um dos fatores que mais influenciaram esse resultado foi o aumento de 11,4% nas passagens aéreas.
Além disso, outros custos relacionados ao uso de veículos também apresentaram elevação:
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Seguro voluntário de automóveis: alta de 5,62%
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Conserto de veículos: aumento de 1,22%
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Ônibus urbano: avanço de 1,14%
Diversas capitais aplicaram reajustes nas tarifas de transporte coletivo no início do ano, entre elas São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza, o que contribuiu para a pressão no índice.
Combustíveis registraram leve queda
Apesar da alta no grupo transportes, os combustíveis apresentaram recuo médio de 0,47% em fevereiro.
O movimento foi influenciado principalmente pela queda de 0,61% no preço da gasolina e pela redução de 3,10% no gás veicular.
Por outro lado, o etanol subiu 0,55% e o diesel avançou 0,23% no período.
Veja a variação dos grupos pesquisados no IPCA
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Alimentação e bebidas: 0,26%
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Habitação: 0,30%
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Artigos de residência: 0,13%
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Vestuário: 0,16%
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Transportes: 0,74%
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Saúde e cuidados pessoais: 0,59%
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Despesas pessoais: 0,33%
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Educação: 5,21%
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Comunicação: 0,15%
O resultado mostra que, mesmo com a desaceleração no acumulado anual, alguns setores continuam pressionando o custo de vida no país, especialmente educação e transporte, que tiveram os maiores impactos na inflação de fevereiro.


