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Saúde

Patente do Ozempic chega ao fim no Brasil: entenda o que muda para os pacientes

Fim da exclusividade da semaglutida abre caminho para novos concorrentes, mas acesso mais amplo ainda depende de aprovação regulatória
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A patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida amplamente utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 e no controle de peso, chegou ao fim no Brasil nesta sexta-feira (20).

A mudança marca um novo momento no setor farmacêutico, já que encerra um período de cerca de 20 anos de exclusividade, permitindo que outras empresas desenvolvam produtos com o mesmo princípio ativo.

Mais concorrência, mas impacto gradual

Com o fim da patente, abre-se espaço para a produção de medicamentos genéricos e similares, incluindo alternativas ao próprio Ozempic e ao Wegovy.

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A expectativa é de que esse movimento aumente a concorrência e pressione os preços para baixo, o que pode ampliar o acesso ao tratamento.

No entanto, especialistas alertam que esse impacto não será imediato. Isso porque:

  • Novos medicamentos ainda precisam de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária

  • Podem existir patentes secundárias ainda em vigor

  • Fatores econômicos e estratégicos influenciam a entrada no mercado

Ou seja, a redução de preços tende a acontecer de forma progressiva, e não de imediato.

Entendimento jurídico prioriza acesso

A decisão de não estender a patente foi consolidada pelo Judiciário e reforçada pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 5529.

O entendimento foi de que a prorrogação de patentes pode limitar o acesso a medicamentos essenciais e aumentar custos para o sistema de saúde.

Para que serve a semaglutida

A semaglutida é indicada principalmente para:

  • Tratamento do diabetes tipo 2

  • Controle de peso e obesidade

Medicamentos como Ozempic e Wegovy ganharam destaque recente também por seus efeitos na perda de peso, o que aumentou a demanda e a popularidade dessas terapias.

Segurança e regulação continuam rígidas

Apesar do fim da patente, a Anvisa mantém regras rigorosas sobre a produção e comercialização desses medicamentos.

Entre as medidas:

  • Proibição da manipulação da semaglutida por farmácias de manipulação

  • Controle sobre importação e versões sintéticas

  • Exigência de comprovação de segurança, eficácia e qualidade

As diretrizes são apoiadas pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, com foco na proteção dos pacientes.

Uso indiscriminado preocupa especialistas

Com a popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, médicos fazem um alerta:

o uso sem acompanhamento pode trazer riscos à saúde, especialmente quando utilizado apenas com finalidade estética.

O que diz a fabricante

A farmacêutica Novo Nordisk, responsável pelo desenvolvimento do medicamento, afirmou que o fim da patente é uma etapa natural no ciclo de inovação.

A empresa destacou que seguirá investindo em pesquisa e no mercado brasileiro, onde já mantém produção relevante, especialmente na área de insulinas.

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