Desde o início do período de entrega do Imposto de Renda 2026, mais de 60 sites falsos foram identificados utilizando a declaração como isca para golpes financeiros. O levantamento foi realizado pela Kaspersky durante o primeiro mês de envio das declarações.
Como o golpe funciona
Os criminosos utilizam a técnica conhecida como Phishing, na qual se passam por instituições confiáveis, como a Receita Federal do Brasil, para enganar os contribuintes.
As abordagens são feitas por e-mails, mensagens de texto e redes sociais, com o objetivo de obter dados sensíveis, como CPF, senhas e informações bancárias.
Estratégias utilizadas pelos golpistas
Entre as principais práticas está a criação de páginas falsas que imitam o ambiente oficial da Receita Federal, muitas vezes com endereços muito semelhantes aos verdadeiros, incluindo termos como “IRPF”, “gov” e “Receita Federal”.
Além disso, os criminosos costumam simular situações de irregularidade fiscal, induzindo o contribuinte a acreditar que há pendências em seu nome. A partir disso, pressionam a vítima com mensagens alarmistas, sugerindo consequências imediatas caso nenhuma ação seja tomada, e direcionam para pagamentos indevidos via Pix ou boleto.
Como se proteger
A Kaspersky reforça que a Receita Federal não envia links para download de programas nem solicita dados pessoais por mensagens. Por isso, é fundamental que o contribuinte acesse os serviços apenas digitando o endereço oficial no navegador.
Também é essencial evitar o compartilhamento de informações pessoais em sites ou aplicativos não oficiais e desconfiar de qualquer tipo de promessa de benefício, como descontos ou vantagens relacionadas à declaração.
Sinais de alerta
Segundo a Receita Federal do Brasil, abordagens fraudulentas costumam apelar para o senso de urgência, utilizando mensagens que pressionam o contribuinte a agir rapidamente, muitas vezes com ameaças de penalidades ou promessas de facilidades que não existem nos canais oficiais.
Outro ponto importante é verificar o endereço eletrônico: páginas que não utilizam o domínio “gov.br” devem ser tratadas como suspeitas.
Orientação final
A recomendação é que, diante de qualquer dúvida, o contribuinte consulte diretamente os canais oficiais da Receita Federal, como o portal e-CAC ou o sistema “Meu Imposto de Renda”, antes de realizar qualquer pagamento ou fornecer informações pessoais.


