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TCU aponta R$ 28 bilhões da merenda escolar sem análise de contas no Brasil

Auditoria revela atraso em mais de 45 mil prestações e alerta para risco de impunidade e perda de recursos públicos
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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou que o governo federal mantém cerca de R$ 28 bilhões do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sem análise de prestação de contas. A situação compromete o controle sobre o uso do dinheiro destinado à merenda de estudantes da rede pública.

De acordo com a auditoria, mais de 45 mil prestações de contas, referentes a repasses realizados entre 2011 e 2021, ainda estão marcadas como “aguardando análise” no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão responsável por fiscalizar esses gastos.

Na prática, o funcionamento do programa é descentralizado: o governo federal envia recursos para estados e municípios, que ficam responsáveis pela compra de alimentos e oferta da merenda escolar. Após a utilização dos valores, é obrigação desses entes apresentar relatórios detalhados ao FNDE.

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O problema, segundo o TCU, está justamente nessa etapa. Com o grande volume de processos parados, o governo não consegue verificar se houve uso correto dos recursos ou possíveis irregularidades, como desvios ou aplicações indevidas.

O tribunal faz um alerta importante: a demora na análise pode levar à prescrição dos casos, ou seja, à perda do prazo legal para punir responsáveis e exigir a devolução do dinheiro. Isso pode resultar em impunidade e prejuízo aos cofres públicos.

Mesmo com a adoção de mecanismos como a chamada “Malha Fina do FNDE”, o TCU afirma que o passivo ainda é elevado e representa um risco concreto de perda de recursos e responsabilizações.

O órgão também aponta que a situação está ligada, em parte, às limitações operacionais do FNDE, diante do grande volume de repasses e da quantidade de prestações de contas acumuladas ao longo dos anos.

Criado para garantir alimentação a milhões de estudantes, o PNAE é uma das principais políticas públicas do país, movimentando bilhões anualmente. Os recursos são usados principalmente para:

  • compra de alimentos
  • pagamento de fornecedores
  • logística da merenda escolar

Até o momento, o Ministério da Educação (MEC) e o FNDE não se manifestaram sobre os dados apresentados. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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