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Política

ongresso derruba veto de Lula e discussão sobre redução de penas pode chegar ao STF

Nova lei não garante mudança automática nas condenações e deve gerar questionamentos na Justiça
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A derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Congresso Nacional reacendeu o debate sobre a redução de penas para condenados por atos antidemocráticos. Com a decisão, a proposta deve virar lei, mas a discussão jurídica ainda deve chegar ao Supremo Tribunal Federal, que poderá avaliar sua constitucionalidade.

A medida faz parte do chamado PL da dosimetria, que altera a forma de cálculo das penas aplicadas nesses casos.

O que muda com a nova lei

O principal ponto da proposta é a mudança na forma de somar penas. Atualmente, o STF entende que crimes como golpe de Estado e abolição do Estado Democrático de Direito devem ter suas penas somadas.

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Com a nova regra, se os crimes forem cometidos no mesmo contexto, a pena mais grave será aplicada com um acréscimo, e não mais a soma total. Isso pode resultar em redução significativa do tempo de prisão.

Além disso, o projeto prevê:

  • redução de pena em casos de crimes cometidos em multidão, desde que não haja liderança ou financiamento
  • diminuição do tempo em regime fechado

Mudanças não são automáticas

Apesar da nova lei, a redução das penas não será aplicada automaticamente. Cada caso precisará ser analisado individualmente.

Segundo especialistas, será necessário que:

  • a defesa dos condenados ou o Ministério Público faça um pedido formal à Justiça
  • o Supremo avalie caso a caso

Nos processos relacionados aos atos antidemocráticos, o relator é o ministro Alexandre de Moraes, que será responsável por analisar os pedidos.

Possível questionamento no STF

Aliados do governo já sinalizaram que pretendem questionar a validade da lei no Supremo, argumentando que ela pode ferir princípios constitucionais.

Entre os pontos levantados estão:

  • possível violação da proporcionalidade das penas
  • risco de beneficiar grupos específicos

Por outro lado, especialistas em Direito Constitucional avaliam que o Congresso tem competência para legislar sobre penas, o que pode dificultar a anulação da lei.

Impacto e alcance da medida

Dados indicam que:

  • cerca de 190 pessoas estão presas pelos atos antidemocráticos
  • mais de 1.400 já foram responsabilizadas
  • pelo menos 280 podem ser beneficiadas pela nova regra

Entre os possíveis beneficiados está o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Debate entre os Poderes

A decisão também intensifica o debate entre Executivo, Legislativo e Judiciário. O governo argumenta que a proposta pode gerar sensação de impunidade, enquanto o Congresso defende sua legitimidade para definir regras penais.

Diante desse cenário, a palavra final deve ficar com o Supremo, que poderá decidir se a nova lei está ou não de acordo com a Constituição.

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