O Amazonas registrou um aumento de 14,6% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nos quatro primeiros meses de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são do painel epidemiológico da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas.
Entre 1º de janeiro e 30 de abril deste ano, foram confirmados 731 casos de SRAG, enquanto, no mesmo intervalo de 2025, o total foi de 638 registros.
A SRAG não é uma doença específica, mas sim um quadro clínico que reúne sintomas graves respiratórios, podendo ser causado por diferentes agentes, como vírus, incluindo gripe e Covid-19 além de bactérias e outros fatores.
A análise mensal mostra que apenas abril apresentou queda, com redução de 38,2% nos casos. Já o maior aumento foi registrado em fevereiro, quando houve 206 confirmações, contra 124 no mesmo mês de 2025, um crescimento expressivo de 66,1%.
Entre os principais agentes causadores, o destaque é para o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por 325 casos. Em seguida aparecem o Rinovírus, com 261 registros, e a Influenza A, com 90 casos confirmados.
Os dados também revelam que crianças com menos de 1 ano são as mais afetadas, concentrando 369 casos. Na sequência estão crianças de 1 a 4 anos, com 216 registros, e idosos com 60 anos ou mais, com 95 casos.
No recorte por municípios, Manaus lidera com ampla diferença, somando 548 casos confirmados. Outros municípios com registros incluem Eirunepé e Guajará, com 19 casos cada, além de Tefé, Presidente Figueiredo e Manacapuru.
Diante do cenário, a recomendação das autoridades de saúde é reforçar as medidas de prevenção. Entre elas estão o uso de máscaras em casos necessários, higienização frequente das mãos, adoção da etiqueta respiratória e vacinação contra influenza e Covid-19.
O avanço dos casos no estado reforça a importância da atenção, especialmente entre os grupos mais vulneráveis, como bebês e idosos, que apresentam maior risco de विकसित quadros graves.


