Autoridades internacionais de saúde investigam um possível surto de hantavirose após três pessoas morrerem durante uma viagem de cruzeiro pelo Oceano Atlântico.
O navio havia saído da Argentina há cerca de três semanas e fazia um trajeto turístico passando pela Antártida, Ilhas Malvinas e outras regiões remotas do Atlântico Sul, com destino final às Ilhas Canárias, na Espanha.
O primeiro caso registrado foi o de um passageiro holandês, de 70 anos, que começou a apresentar sintomas como febre intensa, dores no corpo, dor abdominal e episódios de diarreia durante a viagem. Dias depois, ele precisou ser retirado da embarcação para atendimento médico, mas não resistiu.
Na sequência, outras pessoas a bordo passaram a apresentar sintomas semelhantes. Uma terceira morte também foi registrada no início de maio, aumentando a preocupação das autoridades sanitárias.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o caso, enquanto equipes médicas avaliam se houve contaminação dentro da embarcação.
A hantavirose é uma infecção viral considerada rara e está associada principalmente ao contato com fezes, urina ou saliva de roedores contaminados. A transmissão costuma acontecer quando partículas infectadas ficam suspensas no ar e são inaladas pelas pessoas.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores musculares, dor de cabeça, cansaço e dificuldade para respirar. Em casos mais graves, a doença pode atingir pulmões e rins, provocando complicações severas.
Especialistas afirmam que os tipos de hantavírus encontrados nas Américas tendem a ser mais agressivos e podem evoluir rapidamente para insuficiência respiratória.
Apesar da gravidade dos casos, autoridades reforçam que o risco de transmissão ampla é considerado baixo. Até agora, apenas um caso teve confirmação laboratorial para hantavirose.
Ainda não há definição sobre como ocorreu a possível exposição ao vírus. Entre as hipóteses analisadas estão contato com roedores no próprio navio ou durante paradas feitas ao longo da rota.
Casos envolvendo hantavírus em cruzeiros são considerados incomuns e seguem sob monitoramento internacional.


