Rede MLC
Notícias

Inteligência artificial já ajuda a proteger a Amazônia, mas ainda cobra uma conta ambiental alta

Ferramenta usada para monitorar desmatamento e queimadas também aumenta o consumo de energia e a geração de resíduos eletrônicos
Publicidade

Quando uma área é desmatada ilegalmente na Amazônia, há grandes chances de que sistemas de inteligência artificial sejam os primeiros a identificar a alteração na floresta.

A tecnologia, cada vez mais presente nas discussões ambientais, vem sendo utilizada para monitorar queimadas, detectar mudanças na cobertura vegetal e auxiliar pesquisadores na análise de dados climáticos. O que poucos sabem é que a mesma ferramenta que ajuda a proteger o meio ambiente também gera impactos ambientais próprios.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, especialistas reforçam que a inteligência artificial ocupa uma posição estratégica na agenda climática global, especialmente em regiões como a Amazônia, onde a fiscalização de áreas remotas depende cada vez mais de recursos tecnológicos.

Publicidade

Como a IA ajuda a proteger a floresta?

A combinação entre inteligência artificial, satélites e drones permite identificar áreas sob risco de desmatamento quase em tempo real.

Com o cruzamento de milhares de informações, pesquisadores conseguem acompanhar o avanço de queimadas, prever cenários climáticos e até direcionar ações de fiscalização para áreas consideradas mais vulneráveis.

O resultado é uma resposta mais rápida diante de ameaças ambientais que antes poderiam levar semanas ou meses para serem identificadas.

A tecnologia também deixa sua pegada ambiental

Por trás das respostas rápidas e dos sistemas inteligentes existe uma estrutura tecnológica gigantesca.

Servidores, centros de dados e equipamentos responsáveis pelo funcionamento da inteligência artificial exigem grande consumo de energia elétrica e sistemas permanentes de refrigeração.

Além disso, a fabricação desses equipamentos depende da extração de minerais e metais raros, atividade que também gera impactos ambientais relevantes.

Outro desafio está relacionado ao aumento da produção de resíduos eletrônicos, impulsionado pela rápida renovação dos equipamentos utilizados pelo setor tecnológico.

O futuro passa pela chamada “IA verde”

Especialistas acreditam que a próxima etapa da evolução tecnológica será tornar a inteligência artificial mais sustentável.

A tendência é que empresas e centros de pesquisa invistam em sistemas mais eficientes, capazes de reduzir o consumo energético e ampliar o uso de fontes renováveis.

O desafio não é escolher entre tecnologia ou meio ambiente, mas encontrar formas de fazer com que ambos avancem juntos.

À medida que a crise climática se torna mais intensa, a inteligência artificial tende a ocupar um papel cada vez mais importante na proteção dos recursos naturais. Ao mesmo tempo, cresce a necessidade de garantir que essa revolução tecnológica aconteça de forma ambientalmente responsável.

Publicidade

Leia mais

Prefeito Renato Junior sanciona lei que cria fundação voltada ao atendimento de pessoas com autismo em Manaus

Brenda Gomes

SSP-AM inicia uso de Vant para reforçar combate ao narcotráfico no rio Solimões

Brenda Gomes

Primeiro mês de gestão: Governo Roberto Cidade amplia investimentos e ações em todas as regiões do Amazonas

Brenda Gomes

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Entendemos que você está de acordo com isso, mas você pode cancelar, se desejar. Aceito Leia Mais