O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para que o ministro Alexandre de Moraes seja declarado suspeito para analisar um requerimento relacionado ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master.
A solicitação foi protocolada após um pedido apresentado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), que busca ampliar uma investigação já existente para incluir o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro entre os alvos da apuração.
Defesa questiona imparcialidade
No documento encaminhado ao STF, os advogados de Flávio Bolsonaro sustentam que Alexandre de Moraes não teria as condições necessárias para atuar no caso em razão de supostos vínculos envolvendo o Banco Master.
A argumentação menciona a existência de uma relação contratual entre a instituição financeira e um escritório de advocacia ligado à esposa do ministro, além de informações encontradas durante investigações envolvendo Daniel Vorcaro.
Segundo a defesa, esses elementos poderiam comprometer a necessária imparcialidade exigida na condução do processo.
Com base nesse entendimento, os advogados pedem que Moraes seja impedido de analisar o requerimento e que o caso seja redistribuído para outro ministro da Corte.
Pedido de ampliação de investigação
O requerimento que deu origem à discussão foi apresentado por Lindbergh Farias, que solicita a ampliação do escopo de uma investigação envolvendo o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
De acordo com o parlamentar, haveria indícios que justificariam a inclusão de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro nas apurações relacionadas à atuação internacional de Eduardo Bolsonaro e a outros fatos sob análise.
Caso aguarda manifestação
Antes de qualquer decisão sobre o tema, Alexandre de Moraes determinou o encaminhamento do assunto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para manifestação.
A partir do parecer do órgão, o Supremo deverá analisar tanto o pedido de ampliação da investigação quanto a solicitação apresentada pela defesa de Flávio Bolsonaro.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre o afastamento do ministro nem sobre a inclusão de novos investigados no inquérito.


