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Amazonas precisa avançar na acessibilidade e inclusão da população idosa

Especialista destaca que adaptação das cidades é fundamental para garantir autonomia, segurança e qualidade de vida na terceira idade
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O envelhecimento da população tem imposto novos desafios aos governos em todo o mundo. Com o aumento da expectativa de vida e a redução das taxas de natalidade, cresce a necessidade de adaptar cidades, serviços e espaços públicos para atender às demandas da população idosa.

Calçadas seguras, moradias acessíveis, iluminação adequada e ambientes planejados para pessoas com mobilidade reduzida deixam de ser diferenciais e passam a ser elementos essenciais para garantir autonomia, segurança e qualidade de vida.

O tema ganha ainda mais destaque em junho, período marcado pela campanha Junho Violeta, voltada à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa. Além de alertar sobre situações de abuso e negligência, a iniciativa reforça a importância de políticas públicas que promovam um envelhecimento digno e inclusivo.

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Planejamento urbano deve considerar o envelhecimento da população

O engenheiro civil Marcellus Campêlo defende que o poder público e a iniciativa privada ampliem a adoção das normas de acessibilidade universal em projetos de construção e urbanização.

Segundo ele, durante sua gestão à frente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), as normas de acessibilidade passaram a ser incorporadas como padrão nas obras executadas pelos órgãos.

“As cidades precisam estar preparadas para atender essa população com mais segurança, acessibilidade e qualidade de vida. O que foi feito até aqui é importante, mas ainda há muito a avançar”, afirma.

Habitação adaptada para a terceira idade

Entre as iniciativas destacadas estão as adaptações implementadas em programas habitacionais do Governo do Amazonas.

No programa Amazonas Meu Lar, o atendimento à população idosa segue a legislação que determina a reserva de 3% a 5% das unidades habitacionais para esse público.

Já no Prosamin+, os empreendimentos passaram a priorizar apartamentos para idosos nos pavimentos térreos, seguindo o conceito de “zero degrau”, que elimina barreiras arquitetônicas e reduz riscos de acidentes.

As unidades contam com portas ampliadas, banheiros adaptados, barras de apoio e espaços adequados para circulação de cadeiras de rodas, andadores e bengalas.

Os residenciais General Rodrigo Otávio, no Japiim, e Parque Residencial Maués, na Cachoeirinha, são exemplos desse modelo de habitação inclusiva.

Espaços públicos mais acessíveis

As ações também alcançaram parques e áreas de convivência construídas pelo Prosamin+.

Os parques das Araras, Dois Amigos, Oscarino e Peteleco receberam estruturas voltadas à acessibilidade, com calçadas niveladas, pisos antiderrapantes, rampas dentro dos padrões da NBR 9050 e academias ao ar livre.

A proposta é estimular a prática de atividades físicas, fortalecer a convivência social e contribuir para hábitos mais saudáveis entre os idosos.

Desafio permanente

Para Marcellus Campêlo, o envelhecimento populacional deve ser considerado de forma permanente no planejamento urbano.

“Quando uma cidade é planejada para quem tem mais dificuldade de locomoção, ela se torna melhor para todos. O idoso precisa estar no centro do planejamento urbano”, destaca.

Segundo ele, garantir que a população idosa possa caminhar com segurança, acessar serviços públicos sem obstáculos e frequentar espaços de lazer adequados é um passo fundamental para promover mais dignidade e independência.

“As obras realizadas foram apenas o começo. O futuro exige um esforço ainda maior para que o envelhecimento aconteça com dignidade e qualidade de vida”, conclui.

 

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