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ANPD abre investigação contra Discord após caso envolvendo adolescente

Processo apura possíveis falhas na proteção de menores, incluindo verificação de idade e medidas para impedir exposição a conteúdos prejudiciais
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A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) instaurou um processo de fiscalização contra o Discord para apurar possíveis falhas na proteção de crianças e adolescentes que utilizam a plataforma.

Segundo o despacho que determinou a abertura do procedimento, a investigação foi motivada pela repercussão de um caso envolvendo uma adolescente de 13 anos, ocorrido no dia 22 de julho.

A apuração pretende verificar se a plataforma descumpriu obrigações previstas no Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), principalmente em relação à adoção de medidas destinadas a prevenir e reduzir o risco de menores serem expostos a conteúdos relacionados à automutilação e ao suicídio.

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Verificação de idade está entre os pontos investigados

A ANPD também deverá analisar os mecanismos de verificação de idade utilizados pelo Discord, além dos procedimentos adotados para identificar e remover conteúdos considerados irregulares.

Outro ponto da investigação envolve a comunicação às autoridades competentes diante da identificação de situações que possam representar violações aos direitos de crianças e adolescentes.

De acordo com a ANPD, o Discord terá cinco dias úteis para prestar esclarecimentos sobre as ferramentas e medidas existentes para prevenir e combater violações graves contra usuários menores de idade.

A agência informou ainda que a legislação prevê multas que podem chegar a R$ 50 milhões pelas infrações que estão sendo investigadas.

AGU também cobra medidas do Discord

Representantes da Advocacia-Geral da União (AGU) também se reuniram com integrantes do Discord para tratar das políticas de verificação de idade e proteção de crianças e adolescentes dentro da plataforma.

O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou que a AGU avalia ingressar com uma ação judicial para pedir a suspensão da plataforma no Brasil.

O caso amplia a discussão sobre a responsabilidade das plataformas digitais na proteção de menores de idade e sobre a adoção de mecanismos capazes de reduzir a exposição desse público a conteúdos prejudiciais no ambiente virtual.

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