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Uma baleia-jubarte reapareceu em águas brasileiras cerca de 25 anos depois de ser vista pela primeira vez em nosso litoral

Uma baleia-jubarte reapareceu em águas brasileiras cerca de 25 anos depois de ser vista pela primeira vez. Imagem: Internet
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Depois de ter sido vista em setembro de 1998 em Abrolhos, no sul da Bahia, a visitante ilustre voltou a ser vista em junho deste ano em Ilhabela, no Litoral Norte de São Paulo

A nova visita foi identificada por pesquisadores que monitoram e catalogam as baleias que passam pelo país. Eles utilizam um sistema de foto-identificação com base na cauda das jubartes.
De acordo com o pesquisador Milton Marcondes, do Instituto Baleia Jubarte, o animal foi reconhecido por meio da foto-identificação da cauda, que funciona como uma espécie de digital das baleias. A descoberta da visita ocorreu nesta semana.

A parte de baixo da cauda da jubarte tem um padrão colorido, com manchas pretas e brancas, com várias marcas, vários riscos e a borda da cauda da baleia jubarte é serrilhada. Os serrilhados e as manchas são únicas para cada indivíduo, a gente compara com a nossa impressão digital”, afirmou.

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Por meio de fotos da cauda da baleia feitas por pesquisadores, que atuam com o monitoramento e preservação da espécie, um programa de inteligência artificial conseguiu comparar imagens da 1ª e da 2ª passagem da baleia, confirmando que o animal retornou ao mar brasileiro após 25 anos.

“É um programa de inteligência artificial que reconhece padrões de manchas e serrilhados, com 98% de precisão. Tem um acervo com fotos de baleias do mundo todo, de pesquisadores que enviam e de pessoas comuns que também registram os saltos das baleias”, explicou.

Antes, a gente fazia a comparação manual, levava meses, a gente acabava se enganando e o programa agiliza a comparação. Qualquer pessoa que fotografar uma baleia pode colocar no sistema para saber a origem, por onde já passou”, contou.

Sobre a baleia que reapareceu, o pesquisador Milton disse que não possui muitas informações, por não ter um histórico maior, mas a estimativa é que a baleia já tenha mais de 30 anos.

Ainda segundo ele, as jubartes são animais migratórios e anualmente percorrem enormes distâncias entre áreas de alimentação e reprodução, por isso é improvável que ela tenha ficado somente no mar brasileiro durante esses anos.

Para Milton, o retorno da baleia é significativo para a ciência e motivo de comemoração.
“Ter animais mais velhos, significa que as ações de proteção estão dando certo, que estamos permitindo que as baleias cheguem ao potencial de vida natural, coisa que não tinha antes com a caça. Mostra que as populações de jubarte estão indo bem”, completou.

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