A iniciativa, que recebeu 25 assinaturas, tem como alvo principal o padre, conhecido por seu trabalho filantrópico na Cracolândia
O padre Júlio Lancellotti, da Paróquia de São Miguel Arcanjo, será alvo da CPI das ONGs, protocolada pelo vereador Rubinho Nunes (União), em novembro do ano passado.
O vereador Rubinho Nunes, do partido União Brasil, obteve o apoio de seus colegas para aprovar a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs na Câmara Municipal de São Paulo.
A iniciativa, que recebeu 25 assinaturas, tem como alvo principal o padre, conhecido por seu trabalho filantrópico na Cracolândia. A comissão deve ser instalada após o recesso parlamentar, que encerra em fevereiro.

O requerimento inicial da CPI tem como foco duas entidades que realizam trabalho comunitário voltado para a população de rua e dependentes químicos da região: o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (Bompar) e o coletivo Craco Resiste. Nunes acusa o padre Júlio de fazer parcerias com essas organizações. Segundo o vereador, ele recebeu diversas denúncias sobre a atuação de várias ONGs na região central de São Paulo, que fornecem alimentos, mas não oferecem acolhimento aos vulneráveis.
Em nota, a Arquidiocese de São Paulo disse acompanhar com “perplexidade” as notícias sobre a possível abertura da CPI.

“Na qualidade de Vigário Episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, Padre Júlio exerce o importante trabalho de coordenação, articulação e animação dos vários serviços pastorais voltados ao atendimento, acolhida e cuidado das pessoas em situação de rua na cidade”. Reiteramos a importância de que, em nome da Igreja, continuem a ser realizadas as obras de misericórdia junto aos mais pobres e sofredores da sociedade.”

