O Governo do Amazonas decretou situação de emergência climática e ambiental por 180 dias após alertas que indicam a possibilidade de uma nova seca severa atingir o estado no segundo semestre de 2026. Segundo a Defesa Civil, há mais de 80% de probabilidade de formação do fenômeno El Niño, responsável por reduzir o volume de chuvas e elevar as temperaturas na região amazônica.
De acordo com as projeções, os efeitos do fenômeno climático podem se estender até 2027, aumentando o risco de impactos sociais, econômicos e ambientais em diversas localidades do estado.
O governador Roberto Cidade afirmou que o Amazonas vem adotando medidas antecipadas para minimizar os efeitos da estiagem. Entre as principais preocupações está o possível isolamento de comunidades ribeirinhas, provocado pela redução do nível dos rios, o que pode comprometer o transporte de pessoas e o abastecimento de alimentos, medicamentos e combustíveis.
Como parte das ações preventivas, o governo realizará uma reunião com os prefeitos dos 19 municípios considerados mais vulneráveis, com o objetivo de alinhar estratégias de enfrentamento e assistência à população.
Além dos impactos na navegação e logística, as autoridades também monitoram o aumento do risco de queimadas durante o período de seca. Para reforçar o combate aos incêndios florestais, a operação Amazonas + Verde foi ampliada, e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas mobilizou 812 profissionais para atuar nas áreas com maior possibilidade de ocorrência de focos de incêndio.
A medida busca reduzir os impactos ambientais e humanitários de uma estiagem que pode repetir ou até superar os efeitos registrados durante a seca histórica de 2023.


