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Saúde

Anvisa aprova primeira vacina contra chikungunya desenvolvida pelo Butantan

A expectativa é que a vacinação comece em 2025, após a conclusão dos trâmites finais. - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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A chikungunya afetou 620 mil pessoas globalmente apenas em 2024, com maior incidência no Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta segunda-feira (14) o registro definitivo para a primeira vacina contra a febre chikungunya, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica Valneva. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, autoriza a aplicação do imunizante em pessoas acima de 18 anos.

Estudos clínicos de fase 3, publicados na renomada revista The Lancet Infectious Diseases, demonstraram que:

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  • 100% dos voluntários com infecção prévia desenvolveram anticorpos;
  • 98,8% dos não expostos anteriormente ao vírus criaram imunização;
  • 99,1% mantiveram proteção após seis meses.

Os efeitos colaterais mais comuns foram leves: dor de cabeça, febre baixa e fadiga. A vacina já havia recebido aval da FDA (agência regulatória norte-americana) em 2023.

Embora aprovada, a vacina ainda precisa ter a versão brasileira finalizada pelo Butantan, com componentes nacionais, passar pela avaliação da CONITEC para possível incorporação ao SUS e ter definição do Ministério da Saúde sobre grupos prioritários.

“Provavelmente iniciaremos a vacinação em áreas endêmicas”, adiantou Esper Kallás, diretor do Butantan.

Sobre a chikungunya

A chikungunya afetou 620 mil pessoas globalmente apenas em 2024, com maior incidência no Brasil, Paraguai, Argentina e Bolívia. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti – mesmo vetor da dengue e zika vírus -, a doença pode causar dores articulares crônicas que persistem por anos.

A doença pode se manifestar com:

  • Febre alta (acima de 38,5°C);
  • Dores incapacitantes nas articulações;
  • Erupções cutâneas;
  • Mialgia.

Esta aprovação representa um avanço significativo no controle de uma doença que, além do sofrimento agudo, deixa sequelas debilitantes em milhares de brasileiros anualmente. A expectativa é que a vacinação comece em 2025, após a conclusão dos trâmites finais.

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