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Saúde

Brasil amplia vacinação contra HPV, mas jovens de 15 a 19 anos seguem desprotegido

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Cobertura vacinal entre meninas de 9 a 14 anos chega a 82%, mas campanha de resgate para adolescentes mais velhos ainda avança lentamente

O Brasil conseguiu um avanço importante na imunização contra o Papilomavírus Humano (HPV), vírus responsável por quase todos os casos de câncer de colo do útero. Segundo o Ministério da Saúde, 82% das meninas de 9 a 14 anos já estão vacinadas, percentual bem acima da média mundial, que é de apenas 12%.

Apesar da boa notícia, o desafio está nos adolescentes mais velhos. Estima-se que cerca de 7 milhões de jovens entre 15 e 19 anos ainda não receberam a vacina.

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Avanços entre meninas e meninos

Em 2022, pouco mais de 78% das meninas de 9 a 14 anos estavam protegidas. O crescimento coloca o Brasil no caminho para alcançar a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS), que prevê 90% de cobertura até 2030 como parte da estratégia global de eliminação do câncer de colo do útero.

Outra frente de progresso é a vacinação de meninos: em dois anos, a cobertura passou de 45% para 67%. A inclusão deles é considerada essencial, já que o HPV também pode causar câncer em homens, como os de garganta, pênis e ânus.

O desafio do “resgate vacinal”

Para alcançar os adolescentes que perderam a oportunidade de vacinar na idade recomendada, o governo lançou, em fevereiro de 2025, uma campanha de resgate vacinal. A ação priorizou 121 municípios com maior concentração de jovens desprotegidos.

No entanto, o resultado ainda é tímido: até 21 de agosto, apenas 106 mil adolescentes de 15 a 19 anos tinham sido vacinados. Só no Rio de Janeiro, esse público chega a 520 mil. Estados como São Paulo e o próprio Rio iniciaram ações específicas neste mês para tentar ampliar a adesão, e a expectativa do Ministério da Saúde é que os números melhorem nas próximas semanas.

Preocupação e próximos passos

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) alerta que a baixa adesão entre adolescentes mais velhos preocupa. Especialistas defendem campanhas mais próximas da realidade desse público, incluindo horários estendidos de vacinação, presença em escolas e maior uso de ferramentas de comunicação digital.

Segundo o Inca, o HPV é responsável por 99% dos casos de câncer de colo do útero e também pode provocar tumores em outras partes do corpo. Desde 2014, o SUS já distribuiu mais de 75 milhões de doses, e desde 2024 a vacina passou a ser aplicada em dose única, facilitando o acesso.

O Ministério da Saúde afirma que segue trabalhando em parceria com escolas, entidades médicas e organizações sociais para combater a desinformação e ampliar a cobertura vacinal em todo o país.

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