A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) confirmou um novo caso de raiva animal em uma propriedade rural de Presidente Figueiredo, no interior do estado. O registro ocorreu após um produtor buscar ajuda ao notar sintomas suspeitos no animal, reacendendo o alerta na região.
De acordo com a Adaf, o animal apresentava sinais neurológicos, como dificuldade para se levantar, se alimentar e se movimentar. Uma equipe técnica foi enviada ao local para coleta de material, e o diagnóstico foi confirmado em laboratório.
Após a confirmação, foram iniciadas medidas de controle sanitário, incluindo a captura de morcegos, principais transmissores da doença, além do reforço nas orientações aos produtores da região.
O médico veterinário Fábio Trindade Gonçalves destacou que é fundamental buscar assistência ao identificar sintomas como andar em círculos, falta de coordenação e dificuldade para ingerir água ou alimento. Ele também reforçou a importância de manter a vacinação dos animais em dia.
Casos recentes preocupam
Este é mais um registro da doença em menos de sete meses. Em dezembro do ano passado, dois bezerros morreram após contrair raiva em uma propriedade no ramal Canoas, também em Presidente Figueiredo. Na ocasião, exames confirmaram a presença do vírus.
Após aquele episódio, foram realizadas ações como vacinação do rebanho e monitoramento da área, conseguindo controlar o foco da doença.
Vacinação obrigatória em parte do estado
Desde março deste ano, a vacinação contra raiva em herbívoros passou a ser obrigatória em nove municípios do Amazonas, incluindo Presidente Figueiredo.
A medida também vale para:
Apuí, Careiro, Japurá, Santo Antônio do Içá, Tefé, Urucará, Urucurituba e Lábrea.
Nas demais cidades, a vacinação segue sendo recomendada, mas não obrigatória.
A Adaf reforça que a imunização é a principal forma de prevenção e pede a colaboração dos produtores para evitar a disseminação da doença no estado.


