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Política

Chanceler alemão acusa Putin de assassinato e sabotagem

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Friedrich Merz afirma que Rússia testa limites do Ocidente e tenta desestabilizar sociedades

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, acusou nesta quarta-feira (17) o presidente russo, Vladimir Putin, de envolvimento em assassinatos, sabotagem e tentativas de desestabilizar o Ocidente. As declarações foram feitas durante um debate parlamentar em Berlim, marcado por confronto com representantes da ultradireita.

Merz destacou que as recentes violações do espaço aéreo da Polônia e da Romênia por aeronaves russas fazem parte de uma estratégia contínua de Moscou para testar os limites das nações ocidentais.

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“Putin vem testando as fronteiras há muito tempo. Ele está sabotando, espionando, assassinando e tentando nos perturbar. A Rússia quer desestabilizar nossas sociedades”

Afirmou.

O líder alemão também rejeitou a possibilidade de uma rendição da Ucrânia diante da Rússia. Segundo ele, qualquer paz imposta sem liberdade apenas encorajaria Putin a mirar novos alvos.

Merz já havia chamado Putin de “criminoso de guerra” em ocasiões anteriores, o que motivou reações do Kremlin, que pediu que suas opiniões sobre negociações de paz fossem desconsideradas.

Moscou nega ter cometido crimes de guerra na Ucrânia e também rejeita as acusações de que o opositor russo Alexei Navalny foi assassinado na prisão, como afirmou sua esposa, Yulia Navalnaya.

O apoio alemão à Ucrânia, no entanto, tem gerado críticas internas. O partido de ultradireita AfD (Alternativa para a Alemanha) acusou Merz de se “passar por um político global e senhor da guerra”. Em resposta, o aliado de Merz, Jens Spahn, rebateu dizendo que a líder do AfD, Alice Weidel, estaria atuando como uma “quinta coluna” da Rússia.

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