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Economia

Dólar opera em queda no Brasil após sinalização do Copom sobre possível corte de juros

Moeda recua influenciada por expectativa de redução da Selic em março e cenário externo favorável às moedas emergentes
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O dólar segue em queda no mercado brasileiro nesta quinta-feira (29), refletindo a sinalização do Comitê de Política Monetária (Copom) de que poderá iniciar o ciclo de cortes na taxa básica de juros em março. O movimento ocorre mesmo diante da valorização da moeda norte-americana no exterior, impulsionada por uma cesta de divisas fortes.

Por volta das 10h02, o dólar à vista recuava 0,39%, sendo negociado a R$ 5,1879 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro para fevereiro, o mais líquido do mercado, também apresentava queda, de 0,08%, aos R$ 5,1930.

Na noite de quarta-feira (28), o Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano, mas deixou claro, em comunicado, que pode iniciar a flexibilização da política monetária já na próxima reunião, caso o cenário esperado se confirme.

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“Em ambiente de inflação sob controle e com a transmissão da política monetária ocorrendo conforme o esperado, o Comitê entende que poderá iniciar a flexibilização”

Informou o Banco Central.

Segundo o BC, mesmo com a possibilidade de cortes, a autoridade monetária reforçou que manterá a restrição adequada para assegurar o cumprimento da meta de inflação.

A perspectiva de redução da Selic tende a diminuir levemente a atratividade do Brasil para investidores estrangeiros, mas analistas avaliam que o país continua competitivo nas operações de carry trade, especialmente em comparação a economias desenvolvidas.

Nos Estados Unidos, a taxa de referência permanece na faixa entre 3,50% e 3,75%, e o Federal Reserve voltou a adotar um tom cauteloso, sem indicar quando haverá espaço para novos cortes. Esse diferencial de juros ainda favorece aplicações em mercados emergentes, como o Brasil.

Nas últimas semanas, o fluxo de investimentos estrangeiros para países emergentes, com destaque para o mercado acionário brasileiro, tem pressionado o dólar para baixo. A moeda chegou a se aproximar de R$ 5,20, mas perdeu força diante do aumento da entrada de recursos externos.

Nesta manhã, o dólar avançava frente a uma cesta de moedas fortes, mas recuava diante de divisas emergentes, como o peso mexicano e o real, indicando continuidade do apetite por risco nos mercados globais.

Na quarta-feira, a moeda norte-americana encerrou o dia cotada a R$ 5,2080, com queda de 0,01%.

Já às 11h30, o Banco Central realiza leilão de até 50 mil contratos de swap cambial, operação voltada à rolagem do vencimento previsto para 3 de março.

Fonte: Reuters

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