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Entidades investigadas por fraudes em aposentadorias do INSS fecham sedes e dificultam ações na Justiça

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Associações como AAPPS Universo, Aapen e Conafer encerraram atividades após operação da PF; aposentados enfrentam obstáculos para reaver valores descontados

Associações investigadas pela Polícia Federal (PF) por realizar descontos ilegais em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estão fechando suas portas após a revelação do esquema fraudulento, o que vem dificultando a busca por justiça por parte das vítimas.

Em muitos casos, oficiais de Justiça não conseguem localizar as entidades para efetivar intimações em processos de ressarcimento movidos por aposentados.

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Sedes fechadas em diferentes estados

Em Aracaju (SE), a Universo Associação de Aposentados e Pensionistas dos Regimes Geral da Previdência Social (AAPPS Universo) não funciona mais no endereço onde estava instalada no ano passado, quando foi vistoriada pela Controladoria-Geral da União (CGU). O local agora passa por reformas para se tornar um buffet. A associação é acusada de descontar quase R$ 88 milhões diretamente da folha de beneficiários entre 2022 e 2024, muitos deles sem autorização.

Em Fortaleza (CE), a sede da Associação de Aposentados e Pensionistas Nacional (Aapen) está fechada desde 28 de abril, três dias após a deflagração da Operação Sem Desconto. Funcionários foram dispensados e a cobertura do prédio antes ocupada pela entidade permanece vazia. A presidente da Aapen, Francisca da Silva de Souza, de 72 anos, acionou a Justiça afirmando ter sido usada como “laranja” e hoje responde a mais de 200 processos relacionados às fraudes.

Já em Brasília (DF), a Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) também fechou sua sede. Apesar dos letreiros ainda estarem no prédio, não há atendimento. A entidade é investigada por ter descontado R$ 484,4 milhões de aposentados entre 2019 e 2024. Segundo denúncias, a Conafer adulterava documentos de desfiliados para transformá-los em filiações fraudulentas.

Justiça travada e investigações em andamento

O fechamento das sedes tem atrasado o andamento de processos judiciais. Muitos aposentados já obtiveram decisões favoráveis, mas não receberam indenizações porque os responsáveis não foram localizados.

Segundo a PF, atualmente há 13 inquéritos em andamento em estados como São Paulo, Minas Gerais, Ceará, Sergipe e Distrito Federal. A estimativa é que cerca de 30 entidades tenham participado do esquema, que pode ter desviado até R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024.

Até agora, a operação resultou na apreensão de bens avaliados em R$ 176,7 milhões, bloqueio de contas bancárias e na prisão preventiva de dois investigados. No entanto, ainda não há ações penais concluídas nem condenações.

O g1 não conseguiu contato com representantes da AAPPS Universo e da Aapen. Já os advogados da Conafer afirmaram que não comentam casos em andamento.

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