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Fim da isenção: “taxa da blusinha” muda regras de importação nos EUA

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Nova política acaba com entrada livre de impostos para produtos de até US$ 800 e atinge gigantes do e-commerce como Shein, Temu e AliExpress

Chega ao fim, nesta sexta-feira (29), a regra que permitia a entrada nos Estados Unidos de produtos importados de baixo valor sem cobrança de impostos. Conhecida como “de minimis”, a medida beneficiava encomendas de até US$ 800 e transformou os hábitos de consumo dos americanos nos últimos anos.

A isenção abriu espaço para a explosão de vendas de sites estrangeiros, principalmente de e-commerces chineses como Shein, Temu e AliExpress, que conseguiam oferecer roupas, eletrônicos e até móveis com preços ultrabaixos.

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Agora, todas as mercadorias importadas passam a ser taxadas com tarifas que variam de 10% a 50%, dependendo do país de origem. Em alguns casos, será aplicada uma taxa fixa entre US$ 80 e US$ 200, mas apenas durante os próximos seis meses.

Impactos na logística

A mudança preocupa empresas de transporte e logística. Antes mesmo da nova regra entrar em vigor, países como Japão, Austrália, Taiwan, México e parte da Europa já haviam suspendido temporariamente entregas para os EUA por dificuldades de adaptação.

Transportadoras internacionais como UPS e DHL afirmam estar prontas para as mudanças, embora reconheçam que podem ocorrer atrasos na fase de transição. Já o Serviço Postal dos EUA e a FedEx não informaram se esperam impacto imediato nas entregas.

Segundo Susan Thomas, comissária interina do Escritório de Comércio da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP), os sistemas estão preparados: “O CBP se preparou extensivamente para esta transição e forneceu orientação clara a toda a cadeia de suprimentos.”

Pequenos negócios veem chance de competir

Se por um lado os consumidores americanos devem sentir no bolso, por outro algumas pequenas empresas locais acreditam que a medida traz mais equilíbrio na concorrência.

Steve Raderstorf, dono de uma loja de uniformes médicos em Indianápolis, afirma que a mudança “nivela o campo de jogo” contra os gigantes do varejo online:

“Quando alguém compra de uma pequena loja, o dinheiro volta para a comunidade. Quando vai para a China, não retorna nunca mais.”

Um relatório de 2023 da Coalition for a Prosperous America estima que grandes plataformas como Amazon e Walmart faturaram centenas de bilhões de dólares em 2022 com vendedores que se beneficiaram da isenção.

Desde que a regra foi suspensa para China e Hong Kong, o número de pacotes que entravam sem impostos caiu de 4 milhões para 1 milhão por dia, segundo autoridades da Casa Branca.

Consequências para os consumidores

O fim da “taxa da blusinha” pode encarecer produtos importados e reduzir a oferta de opções baratas em sites estrangeiros. Em contrapartida, a expectativa é que parte desse consumo migre para varejistas locais, fortalecendo pequenos negócios e mantendo a circulação de recursos dentro da economia americana.

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