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Furacão Milton: Cientistas sugerem nova categoria para tempestade que pode ser a mais devastadora dos últimos 100 anos nos EUA

Imagem de satélite do Furacão Milton - Foto: Divulgação/RAMMB/CIRA.
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O furacão é uma ameaça mortal, colocando milhões de vidas em risco.

Cientistas afirmam que o furacão Milton pode ser considerado o mais devastador dos últimos 100 anos nos Estados Unidos. Meteorologistas estão considerarem a criação de uma nova categoria na Escala Saffir-Simpsona Categoria 6. Com ventos de até 290 km/h. O Milton deve tocar o solo da costa oeste da Flórida, nos Esatados Unidos, nessa quarta-feira (9).

O meteorologista americano John Morales se emocionou ao falar do fenômeno durante entrevista a uma televisão dos EUA.

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É simplesmente um furacão incrível, incrível, incrível. Ele caiu…. Ele caiu 50 milibares em dez horas. Peço desculpas, isso é simplesmente terrível”, disse Morales com a voz embargada após uma breve pausa na fala.

Inicialmente, Milton foi classificado como furacão de Categoria 5, mas foi rebaixado temporariamente para Categoria 4 após atingir a Península de Yucatán, no México.

Na terça-feira (8), o furacão voltou a ganhar força, retornando à Categoria 5 e agora, a intensidade do fenômeno foi classificada como 6, nunca visto na história.

Em um pronunciamento oficial na terça-feira, o presidente Joe Biden pediu que os moradores da Flórida que vivem na rota mais probabilidade da tempestade deixem suas casas imediatamente. O furacão está avançando pelas águas do Golfo do México em direção aos EUA.

“É uma questão de vida ou morte”, disse o presidente americano.

O furacão passou pelo Golfo do México – Foto: Divulgação/BBC News

Biden informou que os ventos já chegaram a 280 km/h e que a tempestade poderia ser “devastadora” e prolongada.

Estudos recentes, como o publicado por Michael Wehner e Jim Kossin, defendem que algumas tempestades já atingiram a intensidade de uma “Categoria 6” e que, com o aumento das temperaturas globais, mais furacões desse nível podem surgir.

No entanto, meteorologistas como Mike Rawlins discordam, argumentando que a escala Saffir-Simpson, que atualmente vai até a Categoria 5, é suficiente para medir a devastação dos furacões.

O furacão Milton, um dos mais intensos da história no Oceano Atlântico – Foto: Divulgação/NASA

O Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) confirmou que Milton se intensificou “explosivamente” nas últimas 24 horas. O NHC destacou o risco de tempestades com ondas superiores a três metros, além de ventos violentos que podem devastar estruturas e bloquear estradas.

“Esta é uma situação muito séria e os residentes da Flórida devem seguir de perto as orientações dos funcionários locais de gerenciamento de emergências, disse o NHC em comunicado na terça.

Vários condados na rota de impacto de Milton, como Hillsborough, Lee, Manatee e Pasco, emitiram ordens de evacuação obrigatória desde segunda-feira (7). A expectativa é que Milton cause danos graves, similares ou até piores que o furacão Irma, de 2017.

O cenário catastrófico ocorre apenas dez dias após o furacão Helene, o mais mortal desde o Katrina, em 2005. Helene causou a morte de pelo menos 225 pessoas no sudeste dos EUA e deixou milhões de residências sem energia.

A chegada de Milton gera ainda mais tensão nas comunidades que ainda se recuperam dos danos recentes.

 

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