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Greve de ônibus em Manaus chega ao fim com acordo que garante 6% de reajuste

O acordo foi mediado pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU). - Foto: Diculgação/Semcom
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A greve, autorizada pela Justiça, obrigou as empresas a manter 70% da frota nos horários de pico.

Após dois dias de paralisação que afetaram mais de 300 mil usuários, a greve dos rodoviários em Manaus foi encerrada nesta quarta-feira (16). O acordo, mediado pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), prevê um reajuste salarial de 6% e avanços nas negociações sobre a função de cobrador.

O que foi acertado:

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  • Reajuste de 6% nos salários e benefícios (metade do pedido inicial de 12%);
  • Gratificação de R$ 600 para motoristas que acumulam a função de cobrador;
  • Discussões continuam sobre a retirada gradual dos cobradores em algumas linhas.

“O acordo contempla pontos importantes e garante o restabelecimento do serviço à população”, afirmou Arnaldo Flores, diretor do IMMU.

Greve

A greve, autorizada pela Justiça, obrigou as empresas a manter 70% da frota nos horários de pico. Mesmo assim:

  • 397 ônibus (30% da frota) deixaram de circular;
  • Ufam e UEA suspenderam aulas na terça-feira (15);
  • Passageiros relataram tumultos e atrasos nos terminais.

“Ontem foi difícil e hoje está sendo pior”, reclamou Francisco Silva, usuário do Terminal 3.

Aumento da passagem ainda em debate

O prefeito David Almeida afirmou que o reajuste salarial depende do aumento da tarifa, hoje em R$ 4,50.

“Todas as capitais aumentaram [a passagem]. Nos próximos dias, devemos chegar a um entendimento”, alegou o prefeito.

Em fevereiro, a prefeitura tentou elevar o valor para R$ 5, mas a Justiça barrou por falta de estudos técnicos. O STJ suspendeu a liminar no dia 10, e novas discussões devem ocorrer em breve.

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