A faculdade também informou que vai devolver os valores das mensalidades já pagas no valor de R$ 13 mil mensais
A jovem que matou a melhor amiga Isabele Guimarães Rosa, de 14 anos, com um tiro no rosto em 2020, foi expulsa da faculdade de medicina. Hoje, a autora do disparo já é maior de idade.
Conforme a faculdade de São Leopoldo Mandic, localizada em Campinas (SP), a presença da aluna teria gerado “um clima interno de grande instabilidade do ambiente acadêmico”, causando a expulsão.
A faculdade também informou que vai devolver os valores das mensalidades já pagas no valor de R$ 13 mil mensais, e que pais de outros alunos teriam pressionado a instituição a tomar a decisão.
A jovem chegou a ficar internada por 1 ano e 5 meses no Complexo do Pomeri, cumprindo uma medida socioeducativa. Na época do crime, a perícia apontou que o gatilho foi acionado e, “no ato do disparo, o agente agressor posicionou-se frontalmente em relação à vítima, sustentou a arma a uma altura de 1,44 m do piso“.
Relembre o caso
Isabele Ramos Guimarães, de 14 anos, foi assassinada pela melhor amiga no dia 12 de julho de 2020. O crime aconteceu em uma casa em um condomínio de luxo, em Cuiabá (MT). Ela levou um tiro no rosto. As duas tinham a mesma idade na época.

Na época, a jovem responsável pelo disparo praticava tiro esportivo junto com os irmãos e os pais. Ela afirmou que a pistola disparou acidentalmente, mas negou estar brincando com a arma da família. Após o crime, a polícia verificou que o armamento estava sob posse ilegal do pai da suspeita.
Em setembro do mesmo ano, a Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) concluiu que o disparo da arma de fogo que atingiu Isabele não foi acidental e indiciou a jovem por ato infracional análogo a homicídio doloso.

