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Maduro é reeleito presidente da Venezuela

Maduro teve 51,2% dos votos, e o candidato da oposição, Edmundo González, 44%. - Foto: Fausto Torrealba/Reuters
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Maduro foi reconduzido para um novo mandato de seis anos, de janeiro de 2025 a janeiro de 2031.

Nesta segunda-feira (29), o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) apontou a reeleição do atual presidente, Nicolás Maduro, para o terceiro mandato consecutivo.

Nas eleições presidenciais realizadas neste domingo (28), Maduro disputava com o candidato da oposição, Edmundo González. O resultado indica uma diferença de 704 mil votos entre os dois candidatos.

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Com 80% do votos apurados, – de acordo com a última atualização do CNE antes do site do sair do ar -, Maduro teve 51,2% dos votos, e o candidato da oposição, Edmundo González, 44%. 

A oposição contestou os números divulgados pelo CNE e denunciou irregularidades, informando que Edmundo González teve 70% dos votos, e Maduro, 30%. 

De acordo com o órgão estadual, 59% dos eleitores participaram da votação, o que aponta 13 pontos acima dos 46% registrados em 2018, quando Maduro conquistou o segundo mandato.

Cidadão venezuelano vota seção eleitoral durante a eleição presidencial, em Caracas. – Foto: Maxwell Briceno/Reuters

O atual presidente discursou na madrugada desta segunda-feira (29) e defendeu o sistema eleitoral venezuelano, alegando que houve auditoria e revisão dos resultados.

Maduro também afirmou, em discurso a apoiadores em frente ao Palácio de Miraflores após a divulgação do resultado, que a reeleição era o triunfo da paz e da estabilidade.

Com este resultado, Nicolás Maduro foi reconduzido para um novo mandato de seis anos, de janeiro de 2025 a janeiro de 2031.

Oposição

Após o Conselho Nacional da Venezuela (CNE), órgão eleitoral alinhado ao presidente, declarar a vitória de Nicolás Maduro, a coalizão oposicionista da Venezuela se pronunciou alegando que não reconhece a decisão. 

A líder oposicionista María Corina Machado, impedia de concorrer no pleito, disse que a declaração do CNE vai contra as pesquisas internas que apontavam vitória da oposição com ampla margem em relação a Maduro.

A coalizão oposicionista da Venezuela alegou que não reconhece a decisão do CNE. – Foto: Reuters

Machado também afirma que a oposição ganhou em todos os Estados e que os resultados esperados dariam a vitória a González com cerca de 70% dos votos contra 30% dos governistas.

O candidato Edmundo González afirmou, em breve discurso, que “nossa luta continua, e não descansaremos até que a vontade popular seja respeitada”.

Repercussão mundial

Diversas autoridades internacionais questionaram o anúncio de vitória de Maduro, muitos políticos rejeitaram os resultados e pediram auditorias independentes.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, afirmou que o país tem sérias preocupações de que o resultado anunciado não reflita a vontade ou os votos do povo venezuelano”.

“A comunidade internacional e o povo venezuelano esperam que a transparência e as garantias eleitorais prevaleçam para todos os setores. É importante esclarecer quaisquer dúvidas sobre os resultados. Isto implica que os observadores internacionais apresentem as suas conclusões sobre o processo”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Colômbia, Luis Gilberto Murillo, num comunicado.

Diversas autoridades internacionais questionaram o anúncio de vitória de Maduro. – Foto: Juan Barreto/AFP

Já o presidente chileno, Gabriel Boric, disse que o governo não reconheceráqualquer resultado que não seja verificável”. 

Além disso, também alegou que os resultados publicados “são difíceis de acreditar”, razão pela qual exigiu total transparência das atas de votação e do processo”.

Em comunicado, o governo da Costa Rica disse que não reconhece a eleição de Maduro, que chamou de “fraudulenta” e disse que a “repudia”.

O ministro das Relações Exteriores do Peru, Javier González Olaechea, disse que seu país não aceitará a violação da vontade popular do povo venezuelano”.

Em nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro afirmou que “acompanha com atenção o processo de apuração” das eleições presidenciais na Venezuela e que vai aguardar a publicação dos “dados desagregados” pelo CNE.

Já países como Rússia, Nicarágua, Bolívia, Hondura, China e Cuba parabenizaram Maduro pela vitória.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, felicitou Maduro pela sua reeleição como presidente da Venezuela. – Foto: TASS

“As relações russo-venezuelanas têm o carácter de uma parceria estratégica. Estou certo de que as suas atividades à frente do Estado continuarão a contribuir para o seu desenvolvimento progressivo em todas as direções”, afirmou Putin.

A China e a Venezuela são bons amigos e parceiros que se apoiam. Este ano marca o 50º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre a China e a Venezuela”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian.

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