Na última quarta-feira (27/05), o Hospital do Sangue Idenir Araújo Rodrigues realizou a primeira cerimônia do “Sino da Cura”, um momento marcado pela emoção, fé e celebração da vida. A solenidade contou com a presença da primeira-dama do Amazonas e presidente de honra do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), Thaisa Cidade, e simbolizou a vitória definitiva de duas jovens pacientes contra a leucemia, após mais de 10 anos de tratamento e acompanhamento no Hemoam, além da alta do tratamento quimioterápico de uma terceira paciente.
O toque do sino ecoou pelos corredores da unidade como símbolo de superação, esperança e renascimento para pacientes, familiares e profissionais da saúde.
Durante a cerimônia, Thaisa Cidade destacou a emoção de acompanhar um momento tão significativo para as famílias e reforçou a importância de celebrar cada conquista dos pacientes.
“Hoje elas estão celebrando a cura, celebrando a vitória de um processo longo, mas que conseguiram superar. Tenho certeza de que foram muitos momentos difíceis, mas hoje chegou o momento de comemorar a vida”, declarou.
A cerimônia também reforçou o compromisso da Fundação Hemoam com um atendimento baseado em acolhimento, tratamento humanizado e acompanhamento contínuo aos pacientes que enfrentam a luta contra o câncer.
A diretora-presidente da instituição, Socorro Sampaio, ressaltou o simbolismo histórico do momento para toda a equipe do hospital.
“O sino da cura representa vitória, conquista e vida. Quando ouvimos esse som ecoando pelo hospital, ele simboliza não apenas o fim do tratamento, mas a vitória contra o câncer e o cumprimento da nossa missão de salvar vidas”, afirmou.
O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), segue fortalecendo as políticas públicas voltadas à assistência oncológica, garantindo tratamento digno e esperança às pessoas que enfrentam a doença.
A secretária de Saúde, Nayara Maksoud, destacou o propósito da rede pública no cuidado aos pacientes oncológicos.
“100% de esforço onde houver 1% de chance. Esse é o propósito da saúde pública: transformar vidas e lutar para que cada vez mais vidas sejam salvas”, disse.
Entre lágrimas, abraços e sorrisos, as pacientes compartilharam relatos emocionantes sobre a trajetória até a cura. A biomédica Andria da Silva Belém, de 24 anos, falou sobre a alegria de viver o momento ao lado da família.
“Foi um sentimento de alegria e gratidão depois de tanto tempo nessa luta. Agora quero seguir minha carreira e ajudar outras pessoas, assim como fui ajudada aqui”, contou.
Já Suzy Anne Coelho Corrêa, de 19 anos, agradeceu o acolhimento recebido durante o tratamento.
“Agradeço a Deus e a toda a equipe de saúde pelo carinho e cuidado durante todo esse processo. Essa vitória nos motiva a seguir enfrentando novos desafios”, afirmou.
Um dos relatos mais emocionantes da cerimônia foi o do pai de Andria, Acleudo Lima Belém, que relembrou toda a trajetória da filha desde o diagnóstico até a cura.
“Minha filha chegou desenganada, mas hoje está aqui, curada. Quando ela bateu o sino, não foi só ela que viveu aquele momento, foi toda a família junto”, declarou emocionado.


