Uma pesquisadora da Unicamp, identificada como Soledad Palameta Miller, é suspeita de ter furtado amostras de vírus de um laboratório de virologia da universidade. O material estava armazenado em uma área de nível 3 de biossegurança (NB-3), o nível mais alto disponível no Brasil para estudo de agentes infecciosos.
O furto foi descoberto no dia 13 de fevereiro de 2026, e o material foi localizado em três laboratórios da universidade, muitas vezes em freezers de colegas ou lixeiras, sem protocolos de segurança, expondo outras pessoas a risco direto.
A pesquisadora foi presa em flagrante, mas a Justiça Federal concedeu liberdade provisória mediante regras como comparecimento mensal à vara federal, pagamento de fiança, proibição de sair de Campinas por mais de cinco dias e de acessar os laboratórios envolvidos.
Ela responderá pelos crimes de:
- Expor a perigo a vida e saúde alheia;
- Transporte irregular de organismo geneticamente modificado;
- Fraude processual.
A Unicamp instaurou sindicância interna e acionou a Polícia Federal e a Anvisa para investigar o caso, destacando a gravidade do furto e a natureza do patrimônio científico comprometido.


