“Compensa” era conhecido por seu histórico violento e uso de drogas, segundo moradores
O homem linchado e queimado vivo por populares no município de Tonantins, interior do Amazonas, na noite do último sábado (2), foi identificado apenas pelo apelido “Compensa”. Ele havia sido preso após assassinar a companheira, conhecida como Lene, com pauladas e uma facada no pescoço. A filha da vítima, Vitória, de 22 anos, também foi esfaqueada na nuca, mas sobreviveu e permanece internada.
De acordo com moradores da região, o casal havia se mudado para Tonantins há cerca de um ano e meio. Em conversas de bar, o próprio agressor relatava ser matador de aluguel e afirmava ter fugido de Manaus após ser “decretado” por uma facção criminosa. Ele também era conhecido na comunidade por ser usuário de drogas e, sob efeito de entorpecentes, costumava agredir a companheira.
Vizinho tentavam intervir nas brigas, mas eram ameaçados por Compensa, que dizia possuir uma arma em casa. Segundo relatos, não houve discussões antes do crime que chocou a cidade.
Após ser detido pela polícia, Compensa foi levado à delegacia. No entanto, moradores revoltados invadiram o local, depredaram a estrutura e o arrastaram para fora. O homem foi espancado até perder os sentidos e, mesmo agonizando, teve o corpo incendiado em via pública.
A polícia investiga duas frentes: a motivação do feminicídio e a responsabilidade criminal dos envolvidos na ação popular.
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