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Meio Ambiente

Rio Negro quebra o recorde e registra pior seca histórica pelo segundo ano seguido em Manaus

Manaus está em situação de emergência desde o dia 11 de setembro. - Foto: Carolina França
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As previsões do SGB apontam que as águas devem continuar secando e podem ficar abaixo dos 12 metros.

Nesta sexta-feira (4), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) informou que o rio Negro atingiu a marca de 12,66 metros em Manaus. Este nível supera o recorde registrado em 2023, de 12,70 metros, o que configura a estiagem deste ano como a maior desde que iniciou-se a medição, há 122 anos.

Os dados do Porto de Manaus mostram que, no dia 3 de outubro de 2023, o Rio Negro estava em 15,14 metros, o que representa uma diferença de 2,46 metros a mais do que o nível registrado neste ano.

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As previsões do SGB apontam que as águas devem continuar secando e podem ficar abaixo dos 12 metros. O tempo seco e a falta de chuvas regulares ajudam a piorar a situação.

Em razão da estiagem, a capital amazonense está em situação de emergência desde o dia 11 de setembro. Na zona urbana de Manaus, dez bairros estão afetados pela seca severa.

Segundo a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil (Sepdec), entre as comunidades ribeirinhas e rurais, 83 estão sendo afetadas pela estiagem e 46 estão isoladas. Ao todo, 7 mil famílias estão afetadas, totalizando 25 mil pessoas impactadas pela seca do Rio Negro. 

Desde o dia 17 de setembro, a praia da Ponta Negra foi interditada para banho, por 90 dias. A decisão foi tomada em razão de segurança e de prevenção contra afogamentos.

Praia da Ponta Negra, em Manaus, após interdição para banhistas. – Foto: William Duarte

Devido à proximidade entre o fim do aterro perene e o leito natural do rio, o local pode apresentar alterações no terreno, como buracos, desníveis e depressões. 

O Decreto nº 5.983 autoriza a Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg) a adotar as medidas necessárias ao mapeamento dos riscos e minoração dos efeitos decorrentes da estiagem.

Atualmente, os 61 municípios do Amazonas enfrentam uma situação de emergência devido à seca. Segundo a Defesa Civil, todas as calhas de rios do estado estão em estado crítico de vazante. 

Quase 750 mil dos mais de 4 milhões de habitantes do Amazonas estão sendo afetados, o que corresponde a mais de 186 mil famílias.

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