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Meio Ambiente

NOAA eleva para 82% a chance de novo El Niño atingir a Amazônia ainda em 2026

Fenômeno climático pode provocar nova onda de seca na região Norte; projeção aumentou significativamente em relação ao mês anterior
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A agência meteorológica dos Estados Unidos, a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), elevou para 82% a probabilidade de formação do fenômeno El Niño entre os meses de maio e julho de 2026. A atualização reacende o alerta para possíveis impactos climáticos severos na Amazônia e em outras regiões do Brasil.

A nova estimativa foi divulgada pelo Centro de Previsão Climática (CPC), ligado à NOAA, e representa um aumento expressivo em comparação ao boletim anterior, publicado em abril, quando a chance de formação do fenômeno era de 61%.

Segundo o relatório, a possibilidade de o El Niño permanecer ativo até o início de 2027 chega a 96%, embora ainda exista incerteza sobre a intensidade que o fenômeno poderá atingir nos próximos meses.

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O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, com aumento igual ou superior a 0,5°C na temperatura da superfície do mar. O fenômeno costuma ocorrer a cada dois a sete anos e provoca alterações significativas no clima em diversas partes do planeta.

No Brasil, os efeitos geralmente são sentidos de formas diferentes entre as regiões. Enquanto o Sul tende a registrar aumento das chuvas, áreas do Norte e Nordeste frequentemente enfrentam estiagens severas e temperaturas elevadas.

O El Niño mais recente, registrado entre 2023 e 2024, foi considerado um dos mais intensos da história recente e esteve associado a eventos extremos no país, como a seca histórica na Amazônia, recordes de queimadas no Pantanal e as enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul.

Apesar do aumento na probabilidade de formação, a NOAA destacou que ainda não é possível definir com precisão a força máxima do próximo episódio. Nenhuma das categorias analisadas, fraco, moderado, forte ou muito forte, ultrapassou 37% de chance nas projeções atuais.

Especialistas alertam que, mesmo em versões consideradas moderadas, os episódios de El Niño ocorrem em um planeta já afetado pelo aquecimento global, aumentando o risco de eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, ondas de calor e enchentes intensas.

Nos últimos anos, o fenômeno esteve presente em diferentes intensidades:

  • 2006–2007: El Niño fraco a moderado
  • 2009–2010: El Niño moderado
  • 2014–2016: El Niño muito forte, com recordes de calor
  • 2018–2019: El Niño fraco a moderado
  • 2023–2024: El Niño forte, um dos mais intensos já registrados
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