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Meio Ambiente

Colapso em mina de Maceió: solo continua afundando

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De acordo com o governo do estado, houve cinco abalos sísmicos na área no mês de novembro

Por risco iminente de colapso de uma mina da petroquímica Braskem na Lagoa Mundaú, no bairro do Mutange, a Prefeitura de Maceió decretou situação de emergência, na última quarta-feira (29).

De acordo com o governo do estado, houve cinco abalos sísmicos na área no mês de novembro, e o possível desabamento pode ocasionar a formação de grandes crateras na região.

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A Defesa Civil de Alagoas alertou que uma ruptura no local pode ter um efeito cascata em outras minas, causando enormes riscos.

As minas da Braskem que ficam em Maceió, são cavernas abertas pela extração de sal-gema durante décadas de mineração na região. Essas cavernas estavam sendo fechadas desde 2019, quando o Serviço Geológico do Brasil (SGB) confirmou que a atividade realizada havia provocado o fenômeno de afundamento do solo na região, o que obrigou a interdição de uma série de bairros da capital alagoana.

Ainda em 2018, foram identificados danos semelhantes em imóveis e ruas do bairro do Mutange, localizado abaixo do Pinheiro e à margem da Lagoa Mundaú; e no bairro do Bebedouro, vizinho aos outros dois. Em junho de 2019, moradores do bairro do Bom Parto relataram danos graves em imóveis.

Desde então, o Ministério Público Federal em Alagoas (MPF-AL) acompanha o caso, tendo assumido, em dezembro de 2018, a apuração dos fatos e iniciado atuação preventiva em favor dos moradores.

Em julho deste ano, a prefeitura da cidade fechou um acordo com a empresa garantindo ao município uma indenização de R$ 1,7 bilhão em razão do afundamento dos bairros, que teve início em 2018.

No domingo, foi registrado um afundamento de 10 centímetros no período de 24 horas, um deslocamento de 15 centímetros em relação ao que foi observado no sábado (02). Nenhum abalo sísmico foi registrado durante o dia de ontem.

Uma imagem feita com drone e divulgada no relatório elaborado pelos integrantes da sala de situação mostra um pequeno avanço da lagoa situada nas proximidades da mina.

Na manhã de segunda-feira (04), a Defesa Civil de Alagoas informou que já chegaram ao estado os técnicos do Departamento de Recursos Minerais do Rio de Janeiro (DRM), que irão passar uma semana em Maceió para avaliação de riscos na região da mina 18, com possibilidade de colapso iminente.

Ainda na segunda-feira (04), representantes da defesa civil estadual se reuniram com os especialistas do DRM para dividir informações sobre a mina para que os técnicos iniciem os trabalhos.

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