Ainda de acordo com a decisão da justiça, a jovem precisa retornar para as aulas sem sofrer nenhum prejuízo acadêmico
Uma decisão da Justiça Federal determinou que a jovem que matou a amiga em 2020, em Cuiabá, retorne à faculdade de medicina de onde havia sido expulsa no início do mês.
Conforme o documento emitido pela justiça, a faculdade São Leopoldo Mandic, em São Paulo, tem o prazo de dois dias para reintegrar a jovem, hoje com 18 anos.
A estudante foi expulsa no dia 16 de fevereiro e logo acionou a justiça para reverter a decisão da universidade.

Em nota, a universidade disse que “a presença da aluna gerou um clima interno de grande instabilidade do ambiente acadêmico. Com base no Regimento Interno da Instituição e no Código de Ética do Estudante de Medicina, publicado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina), decidiu pelo desligamento da aluna”.
Ainda de acordo com a decisão da justiça, a jovem precisa retornar para as aulas sem sofrer nenhum prejuízo acadêmico por conta dos dias perdidos.
Relembre o caso
Isabele Guimarães Ramos foi assassinada com um tiro na cabeça em um condomínio de luxo. No dia 12 de agosto de 2020, o laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) apontou que a pessoa que matou Isabele estava com a arma apontada para o rosto da vítima, a uma distância que pode variar entre 20 e 30 cm, e a 1,44 m de altura.

A polícia indiciou a autora do tiro por ato infracional análogo a homicídio doloso no dia 2 de setembro. A investigação concluiu que a versão apresentada por ela, no decorrer do inquérito, era incompatível com o que aconteceu no dia da morte e que a conduta da suspeita foi dolosa, porque, no mínimo, assumiu o risco de matar a vítima.

